Receita: melhora econômica puxa alta da arrecadação

A Receita Federal atribuiu o bom desempenho da arrecadação, em abril, à recuperação dos principais indicadores macroeconômicos. Entre eles, a Receita citou a produção industrial, a venda de bens e a massa salarial, que tiveram impacto positivo na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e na contribuição previdenciária, tributos considerados “termômetros” do ritmo da atividade econômica. A arrecadação da Cofins apresentou um crescimento real de 15,35% em relação a abril do ano passado. O PIS cresceu 13,04%. O IPI automóveis registrou crescimento de 93,23%; IPI bebidas, 22,19% e IPI outros, que inclui os demais produtos, teve uma expansão de 17,51%.

A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) teve uma expansão no mesmo período de 13,97% e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de 9,88%. Nos primeiros quatro meses do ano, a arrecadação da Cofins e do PIS puxou o crescimento do resultado da Receita Federal. De acordo com dados da receita divulgados hoje, do total de R$ 28,848 bilhões de aumento da arrecadação no ano, R$ 8,985 bilhões se devem a Cofins e ao PIS. A receita previdenciária vem em segundo lugar, com um crescimento de R$ 5,932 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado. Esses números já levam em consideração a correção da arrecadação pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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