Receita “cerca” o contribuinte

Com alguns recursos ameaçados com a reforma tributária, que pode unificar o ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a Receita Federal já tem seus planos para não perder sua arrecadação média de R$ 20 bilhões por mês: diminuir a sonegação.

O cerco já vai começar a apertar para quem declarou o Imposto de Renda neste ano. Até maio, imobiliárias, construtoras e incorporadores terão de repassar à Receita uma lista com quem comprou, vendeu, ou alugou imóveis – a Dimob (Declaração de Atividades Imobiliárias).

“Essa é a forma de pegarmos quem não declara renda com aluguéis, por exemplo, ou sonegou a venda da casa”, disse Joaquim Adir, superintendente nacional do Imposto de Renda.

Outra arma será um detalhamento maior que deve vir das administradoras do cartão de crédito, o que, de acordo com a Receita Federal, ainda está em estudo. As administradoras fariam uma relação dos estabelecimentos comerciais que receberam crédito e isso seria comparado à declaração dessas lojas, por exemplo.

“Seria o jeito de pegar quem não dá nota fiscal ao consumidor”, disse Adir.

No ano passado, 1,464 milhão de contribuintes ficaram na malha fina da Receita. A expectativa é que esse número cresça com a maior fiscalização.

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