A Receita Federal afirma, em seu relatório de outubro, que o aumento na arrecadação no período acumulado de dez meses deste ano deve-se principalmente ao desempenho da economia e ao "efetivo trabalho" da Receita e da Procuradoria da Fazenda Nacional na recuperação dos débitos em atraso. Segundo o documento, não houve aumento de alíquotas de tributos federais nos últimos dois anos.

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Os autores do texto da Receita observam que, ao longo de 2007, os institutos de pesquisa têm divulgado crescimento das vendas principalmente de veículos, motos, partes e peças e móveis e eletrodomésticos, além do aumento da aquisição de máquinas e equipamentos pela indústria, o que tem contribuído na elevação da arrecadação de impostos.

O relatório destaca ainda – citando informações da edição de 15 de agosto deste ano do jornal "O Estado de S. Paulo" – que houve elevação da rentabilidade sobre o patrimônio das empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e um incremento no número de processos de abertura de capital em bolsa.

IPI

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A Receita atribui o crescimento de 17,88% na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados – Automóveis (IPI-automóveis) ao aumento das vendas de carros no mercado interno e afirma que a alta de 16,25% da arrecadação de IPI-outros (exceto bebidas, automóveis e cigarros) se deveu ao crescimento da produção industrial, com destaque para os setores de metalurgia, fabricação de produtos químicos e de caminhões e ônibus.

A arrecadação do IPI-bebidas teve uma queda de 3,69%, em função do fato de que, em igual período do ano passado, houve pagamento à vista do parcelamento extraordinário de débitos fiscais, chamado de Refis-3, no valor de R$ 110 milhões.

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A arrecadação do Imposto de Importação cresceu 17,79%, em relação a janeiro até outubro de 2006, em função da elevação de 29,88% no valor em dólar das importações tributadas e de um aumento de 6,83% na alíquota média do tributo. Com disso, o IPI vinculado à importação cresceu 22,23% em função de uma alta de 11,5% na alíquota média do IPI vinculado e contrabalanceado pela redução de 9,2% na taxa média de câmbio.

Imposto de Renda

A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) aumentou 41,49%, no acumulado do ano, enquanto a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) cresceu 14,21% em igual período. A arrecadação da Cofins teve alta de 7,64% e a do PIS-Pasep, de 6,16%.