Os rebeldes houthis, do Iêmen e apoiados pelo Irã, ameaçaram abertamente a Arábia Saudita com novas investidas militares e ampliaram alertas contra aeroportos e o espaço aéreo do reino. As advertências ocorrem após uma sequência de ofensivas contra instalações estratégicas sauditas, incluindo ataques ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riyadh, que deixaram mortos e centenas de feridos. As informações são da agência EFE e Reuters.

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O grupo rebelde e o Ministério das Relações Exteriores controlado pelos houthis em Sanaa, capital do Iêmen, declararam que os aeroportos e o espaço aéreo saudita se tornaram alvos legítimos para suas forças. Em comunicados oficiais e nas redes sociais, o grupo pediu a companhias aéreas, trabalhadores e viajantes que evitem a infraestrutura aeroportuária e o espaço aéreo do país. Apenas os aeroportos das cidades sagradas de Meca e Medina ficaram isentos dos alertas.

Pela emissora de televisão Al Masirah, o ministério advertiu que as operações serão pautadas pelo princípio da reciprocidade diante das ações militares da Arábia Saudita no Iêmen. A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, afirmou o grupo.

Aeroporto de Riyadh sofre ataque em três fases

A operação contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid ocorreu em três fases, começou na noite de sexta-feira e provocou a interrupção do tráfego aéreo e o fechamento total da instalação, conforme o porta-voz militar dos insurgentes, Yahya Sarea.

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No sábado, um bombardeio contra o complexo aeroportuário de Riyadh deixou 12 mortos e 309 feridos, segundo fontes médicas e diplomáticas ocidentais. O balanço foi corroborado pela Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita e pelo Saudi Gazette, via agência estatal SPA, que também divulgaram as nacionalidades das vítimas.

Neste domingo, ao menos um projétil atingiu o Terminal 4, provocando um incêndio. O porta-voz da coalizão militar anti-houthi liderada pela Arábia Saudita, Turki al Maliki, disse na rede social X que as autoridades competentes estão investigando o incidente, sem atribuir a ação a nenhum grupo. Posteriormente, afirmou que as defesas aéreas da monarquia interceptaram e destruíram um míssil de cruzeiro nas imediações da instalação.

Companhias aéreas suspendem voos para Riyadh

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As ameaças já produzem efeitos concretos. No setor aéreo, grandes companhias como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways suspenderam voos para Riyadh. Embaixadas de nações como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Espanha emitiram alertas orientando seus cidadãos a evitarem os terminais aéreos da região.

Diante do cenário crítico, autoridades sauditas solicitaram apoio defensivo urgente aos Estados Unidos. Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca avalia aderir à coalizão liderada pelos sauditas em ações de retaliação contra os houthis. Vamos analisar a situação, declarou Trump.

A atual escalada entre Arábia Saudita e houthis começou em meados de julho, quando os rebeldes acusaram Riyadh de bombardear o aeroporto de Sanaa para impedir a aterrissagem de um avião iraniano. A coalizão liderada por Riyadh intervém no Iêmen desde 2015 em apoio ao governo reconhecido internacionalmente.