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O real fechou ontem o oitavo mês consecutivo de valorização frente ao dólar. A moeda norte-americana, que estava acima de R$ 3 em junho do ano passado, encerra os negócios de janeiro na casa de R$ 2,61, menor patamar desde junho de 2002. Nesta segunda-feira, a divisa recuou 1,39%. O ritmo de queda da cotação se acentuou após o anúncio do lançamento de uma captação externa pelo Tesouro Nacional. Com esse resultado, a moeda americana encerrou o mês de janeiro em queda de 1,66% e voltou à menor cotação desde 5 de junho de 2002.

A operação indica que, lá fora, existe apetite dos grandes bancos por papéis de emergentes, um sinal de confiança na economia do país e uma garantia de acesso a capital externo. Ou seja, o ingresso de dólar tende a continuar forte, sem criar problemas graves de financiamento para o governo e empresas.

O Tesouro Nacional ofereceu ontem aos investidores um bônus de 20 anos e remuneração de 8,95%. A oferta inicial soma US$ 1 bilhão, mas pode ser elevada, visto que a demanda pelo papel supera US$ 4 bilhões.

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O risco Brasil caiu mais de 1%, aos 413 pontos. O Ibovespa (53 ações mais negociadas) sobe quase 2%, aos 24.450 pontos, favorecido também pela queda do preço do petróleo e pela alta das ações do Bradesco, que anunciou lucro recorde de R$ 3 bilhões em 2004.

A moeda americana chegou a exibir uma cotação mínima de R$ 2,609. Se por um lado a queda do dólar é positiva para aliviar as importações de matérias-primas e, por tabela, reduzir a pressão sobre a inflação, o real forte pode prejudicar o saldo da balança comercial no futuro. É por isso que os exportadores reclamam da queda do dólar, pois eles faturam menos na conversão da moeda.

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