Brasília – O governo federal não resistiu às pressões dos militares e, temendo a repercussão negativa das declarações dos ministros da Defesa, José Viegas, e do Planejamento, Guido Mantega, afastando a possibilidade de concessão de reajuste para a categoria este ano, voltou atrás. Admitiu que poderá conceder algum tipo de reajuste ainda em 2004. A idéia seria oferecer um reajuste em torno de 10%. O aumento, porém, não seria concedido de imediato porque ainda não se sabe de onde sairão os recursos.

Como a folha dos cerca de 530 mil militares da ativa e da reserva custa cerca de R$ 23 bilhões, o aumento pretendido traria impacto de R$ 2,3 bilhões, gasto considerado muito alto.