A Raízen anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende emitir 159,2 bilhões de novas ações para aumentar seu capital em até R$ 39,8 bilhões. A operação faz parte de um processo de recuperação extrajudicial que envolve uma dívida de R$ 61,4 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

continua após a publicidade

A proposta ainda depende de aprovação em assembleias marcadas para esta sexta-feira (30) e de uma deliberação do Conselho de Administração prevista para 6 de novembro. Se aprovada, os novos papéis devem ser creditados aos investidores em 18 de dezembro.

Serão emitidos três tipos de ações. As ações ordinárias (ON), que dão direito a voto e são negociadas na bolsa, custarão R$ 0,25 cada. As Units, que combinam uma ação ordinária com uma ação preferencial de classe A, terão preço inicial de R$ 0,50. Já as ações preferenciais classe B (PNB), que não serão negociadas na bolsa, custarão R$ 0,25.

Cada titular de ações ordinárias ou preferenciais terá direito de preferência nas três emissões, podendo escolher quais valores mobiliários deseja subscrever dentro do limite de seu direito. A operação também muda o código das ações preferenciais na B3, de RAIZ4 para RAIZ55.

continua após a publicidade

A companhia aponta o custo do endividamento como um dos fatores de pressão sobre sua situação financeira. A reestruturação busca reduzir as despesas financeiras e adequar o pagamento da dívida à capacidade de geração de caixa das operações.

O cenário de juros elevados ampliou esse custo. A Selic estava em 4,5% ao ano em dezembro de 2019 e voltou aos dois dígitos durante o ciclo de alta iniciado em março de 2021. No terceiro trimestre de 2019, a dívida bruta da Raízen somava R$ 18,35 bilhões. Desde então, o passivo cresceu até chegar aos R$ 61,4 bilhões abrangidos pelo atual plano de recuperação extrajudicial.

continua após a publicidade