Clientes de bancos do grupo Master ainda têm R$ 1,83 bilhão disponível para resgate no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas o valor não é corrigido pela inflação desde a liquidação das instituições. Quanto mais tempo o beneficiário demora para pedir o reembolso, menor será o poder de compra do dinheiro recebido.

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As informações são da Agência Brasil.

O resgate pode ser feito pelo aplicativo oficial do FGC. O fundo orienta que as notificações do aplicativo sejam mantidas ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já pagou R$ 40,03 bilhões, equivalente a 98,54% do total previsto. Cerca de R$ 590 milhões ainda podem ser retirados. Mais de 718 mil credores já receberam os valores.

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No banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

No Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

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O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação. O FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

A garantia cobre conta-corrente, conta-poupança, CDB, RDB, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Câmbio (LC), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD) e operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.