Economia

Querosene de aviação sobe 13,9% e pressiona preço das passagens aéreas

Imagem mostra uma trabalhando em um computador.
Foto: Pixabay / Memin Sito

O querosene de aviação (QAV) ficou 13,9% mais caro a partir desta terça-feira (1º). O reajuste da Petrobras representa R$ 0,68 a mais por litro do combustível usado por aviões e helicópteros. Nas refinarias da estatal, o preço passou a variar entre R$ 5,44 e R$ 5,70 por litro.

As informações são da Agência Brasil.

O combustível responde por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O aumento deve pressionar o valor das passagens.

A Petrobras atribuiu o reajuste à guerra no Oriente Médio, que afeta a logística da indústria do petróleo. O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro, desestabilizou o Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã por onde passavam 20% da produção internacional de óleo e gás.

Desde o início do ano, o QAV acumula alta de 53,3%, o que representa R$ 1,94 a mais por litro. Em abril, o reajuste foi de 55%. Em maio, de 18%. Houve redução em junho e julho, mas em agosto o preço voltou a subir 1,9%.

A estatal retomou em setembro o programa de parcelamento dos reajustes. A medida permite que as distribuidoras dividam o aumento em três parcelas mensais. Por contrato, o preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês.

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados têm o preço definido no mercado internacional por serem commodities, ou seja, matérias-primas negociadas em grandes quantidades.

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