Em meio às investidas da oposição para atrapalhar a votação da Medida Provisória (MP) que cria a nova taxa de juros que baliza os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi contundente nesta terça-feira, 22, ao dizer que a base aliada não será “objeto de manobra regimental”. “Queremos garantir a votação dessa matéria ainda hoje”, afirmou Jucá. “Querem discutir regimento, vamos discutir regimento. Vamos ganhar pela maioria”, disse, pedindo que os votos fossem dados como lidos.

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No centro da debate está o pedido para que o senador José Serra (PSDB-SP) e o deputado Afonso Florence (PT-BA) possam ler seus votos em separado contrários à TLP. A base tentou argumentar que isso só poderia ser feito caso o parecer do relator, deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), favorável à proposta do governo, fosse rejeitado após a votação.

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Mas o presidente da comissão mista que analisa a medida, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), decidiu que vai permitir a leitura dos votos em separado logo no início da discussão, após a fala inicial do relator. “Essa é atribuição do presidente (da comissão), e eu já decidi. Os dois parlamentares vão ler seus votos”, disse o petista, que é contrário à TLP.

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O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), um dos mais aguerridos defensores das matérias do governo no Congresso Nacional, disse que vai recorrer da decisão de Lindbergh, pois ela seria inconstitucional. O democrata chegou a elevar a voz, o que provocou um pedido de “calma” por parte do senador petista.

“Senão os senhores vão acabar infernizando a votação disso aqui”, afirmou Lindbergh. Neste momento, Serra lê seu voto em separado.