A Cocamar reavaliou em 18% até agora as perdas ocasionadas na plantação de soja pela estiagem em sua região, onde foram cultivados nesta safra cerca de 365 mil hectares. O índice é quase o dobro do que havia sido divulgado há alguns dias, de 10%, e poderá ser ainda maior se não chover logo.

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Mais da metade das lavouras encontra-se em fase de granação, período em que as plantas estão expostas aos efeitos climáticos. Como 30% da soja está madura, a colheita vem acontecendo em vários municípios.

Centro-Sul

A estiagem que atinge a região Centro-Sul do Brasil deve causar uma quebra de 5% a 10% na safra de soja do País, de acordo com estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja). A colheita da oleaginosa não deve atingir 60 milhões de toneladas na safra 2005/2006.

Segundo o presidente da entidade, Gustavo Gonçalves, relatos de produtores apontam que em algumas propriedades de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, a quebra na lavoura já chegou a 50%.

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?Na média, há 25 dias não chove nessa região produtora que concentra boa parte da produção brasileira?, disse Gonçalves.

Dívidas

Cinco governadores já confirmaram presença em reunião na próxima quarta-feira (2), em Rio Verde (GO), quando será discutida a atual situação da agricultura brasileira. Marconi Perillo, de Goiás; Germano Rigotto, do Rio Grande do Sul; Blairo Maggi, do Mato Grosso, Zeca do PT, do Mato Grosso do Sul; e Marcelo Miranda, do Tocantins, estão na lista de presenças confirmadas.

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O anfitrião do encontro será o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, também foi convidado, mas ainda não confirmou presença. Outros governadores manifestaram interesse em participar do encontro: Aécio Neves, de Minas Gerais, e Simão Jatene, do Pará. ?Estendemos o convite aos deputados federais desses estados e a todos os líderes ligados à agricultura no País. Precisamos unir forças para resolver os problemas da agricultura?, comentou o prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha.

Alegando perda de receita nas exportações e aumento dos custos de produção, os produtores insistem na renegociação de suas dívidas de custeio e investimento. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) propõe pagamento de 20% das dívidas de custeio neste ano. O restante, 80%, seria pago em parcelas iguais nos próximos quatro anos. Para os débitos de investimento, a proposta é de ?congelamento? das dívidas por dois anos.

As dívidas voltariam a ser pagas em 2007 e as parcelas que não forem pagas em 2005 e 2006 seria adiadas para o fim dos contratos.