O recrudescimento dos protestos no norte da África e Oriente Médio trouxe aversão a risco ao mercado acionário e imputou perdas à Bovespa neste início de semana. O índice à vista não conseguiu se manter nos 68 mil pontos, retomados na sexta-feira, e só não teve desempenho pior por causa da alta dos papéis da Petrobras. O feriado do Dia do Presidente nos EUA enxugou um pouco a liquidez.

O Ibovespa fechou esta segunda-feira em queda de 1,19%, aos 67 258,66 pontos. Na mínima, atingiu 67.085 pontos (-1,44%) e, na máxima, 68.067 pontos (estável). No mês, acumula alta de 1,03% e, no ano, queda de 2,95%. O giro financeiro totalizou R$ 6,616 bilhões, dos quais R$ 2,29 bilhões decorrentes do vencimento de opções sobre ações.

O sinal negativo do dia decorreu da piora da situação na Líbia, onde os manifestantes foram repreendidos à bala pelas forças de segurança do governo. Com o recrudescimento dos protestos, as empresas começam a retirar seus funcionários e paralisar operações, entre elas petrolíferas. Como a Líbia é um grande exportador, o preço do petróleo disparou hoje. O Brent superou US$ 108 durante o pregão, com alta acima de 5%. Na Nymex eletrônica, o WTI para entrega em março superou 6% de alta, superando US$ 91.

A alta do petróleo puxou os papéis da Petrobras. A ação ON subiu 0,03% e a PN, 0,11%. Boa para Petrobras, a alta do petróleo é mais um componente a pressionar os preços e prejudicar os índices de inflação. Com isso, influenciou negativamente os demais papéis. Vale ON caiu 2,26% e PNA, 2,07%.

As bolsas norte-americanas não operaram hoje e, na Europa, os índices acionários também recuaram com a tensão no norte da África e no Oriente Médio. A bolsa italiana, com maior exposição à Líbia, esteve entre as que mais ressentiram-se da instabilidade na região. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB caiu 3,59%. Em Londres, o índice FT-100 fechou em baixa de 1,12% Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX encerrou com queda de 1,41%. Em Paris, o índice CAC-40 fechou com perdas de 1,44%.

Câmbio – No fechamento, o dólar à vista subiu 0,18%, para R$ 1,6670 no balcão, após atingir máxima de R$ 1,669 (+0,30%). A mínima na abertura foi de R$ 1,664 (estável). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com ganho de 0,22%, cotado a R$ 1,6665. Até 16h30, o giro financeiro em D+2 somava cerca de US$ 500 milhões, informou a Renascença Corretora.

No mercado futuro, às 16h36, o dólar março de 2011 projetava alta de 0,21%, para R$ 1,6690, com um giro financeiro de cerca de US$ 3,993 bilhões. O total movimentado com sete vencimentos, todos em alta, somava cerca de US$ 4,265 bilhões, segundo a BM&FBovespa.

Hoje, excepcionalmente, o BC não fez o leilão de compra de dólar no mercado à vista, mas realizou pela manhã dois leilões de compra a termo. Depois da operação de compra de dólar para liquidação em 9 de março, cuja taxa de corte foi de R$ R$ 1,6701, o BC chamou outro leilão a termo, desta vez para 16/3, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,6736.

Às 16h48, o euro estava em US$ 1,3684, de US$ 1,3695 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York. O dólar era cotado a 83,10 ienes, de 83,14 ienes, e estava em 0,9469 franco suíço, de 0,9446 franco suíço na sexta-feira.

Juros – Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 12,42% (máxima), de 12,37% no ajuste de sexta-feira, com giro de 164.920 contratos, e o DI janeiro de 2013 (96.995 contratos) subia de 12,69% para 12,75%. O DI abril de 2011 apontava 11,52%, de 11,50% no ajuste, com 133.495 contratos. Nos vértices longos, o DI janeiro de 2017 (9.685 contratos) marcava 12,42%, ante 12,37% no ajuste da sexta-feira, enquanto o janeiro de 2021 (8.220 contratos) estava em 12,33% (máxima), de 12,28% na sexta-feira.