Os metalúrgicos da General Motors de São Caetano do Sul, no ABC paulista, passaram por cima da orientação do sindicato e rejeitaram a nova proposta de reajuste salarial negociada na quarta-feira com a empresa. Em assembléia realizada ontem, a proposta foi recusada por cerca de 65% dos 6 mil trabalhadores reunidos no portão da montadora. A fábrica emprega 8,3 mil metalúrgicos.

"Defendemos, na assembléia, que a proposta é positiva para a maioria dos trabalhadores, mas boa parte deles não consegue enxergar os ganhos", disse Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, ligado à Força Sindical.

Pela proposta, os salários teriam aumento real de 2,5%, além da reposição da inflação de 4,82%. No entanto, o porcentual de reajuste salarial, que totaliza 7,44%, sofreria um desconto de 1 33%, concedido como antecipação na campanha salarial do ano passado, e só valeria a partir de janeiro de 2008. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.