As plataformas de apostas online, conhecidas como bets, passaram a seguir novas regras de publicidade nesta sexta-feira (17). Todas as campanhas publicitárias devem incluir alertas sobre os riscos das apostas. Empresas que descumprirem as normas podem receber multas de até R$ 14 milhões, ter as atividades suspensas por até 180 dias ou perder a autorização para operar no país. As informações são da Gazeta do Povo.

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Os anúncios precisam exibir mensagens de advertência definidas pelo Ministério da Fazenda, como “apostar faz você perder dinheiro”, “apostar pode causar dependência” e “apostar não é investimento”. O objetivo é aumentar a transparência para os consumidores e reforçar o controle sobre as empresas do setor.

O governo proibiu o uso de promessas de ganhos financeiros para atrair novos apostadores e vetou estratégias que criem sensação de urgência nas campanhas. Comentaristas esportivos, narradores e especialistas não podem usar sua autoridade ou conhecimento técnico para recomendar apostas ao público.

Influenciadores e empresas responsáveis pelas campanhas também serão punidos se a divulgação desrespeitar as regras. O conteúdo pode ser retirado do ar e a empresa contratante será responsabilizada. “Não é lícito misturar um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um determinado jogo, determinado assunto. Ele dizendo que a melhor aposta é uma, ou que o caminho a ser adotado é aquele”, afirmou o ministro Dario Durigan, da Fazenda, na semana passada.

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Uma portaria elaborada pelos ministérios da Fazenda e da Justiça prevê o endurecimento do combate às plataformas ilegais. “A nossa tolerância é zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada”, declarou o ministro.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) informou apoiar as novas regras, desde que a fiscalização seja reforçada contra operadores ilegais. A entidade afirmou que campanhas em desacordo com a regulamentação prejudicam a imagem do setor. “As iniciativas anunciadas precisam ser acompanhadas do fortalecimento da fiscalização e do combate à publicidade promovida por plataformas ilegais, que operam sem autorização do governo federal, não recolhem tributos, descumprem as regras de publicidade e deixam de adotar mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, ao acesso de menores de idade e ao jogo compulsivo”, completou em nota.

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Segundo o governo, as ações de fiscalização já resultaram na derrubada de 56 mil sites de apostas irregulares e de quase mil perfis de influenciadores que promoviam plataformas em desacordo com a legislação. Quase um milhão de apostadores foram excluídos das plataformas por não atenderem às restrições legais.