Após um Natal fraco, as promoções para desencalhar os estoques favoreceram as vendas no varejo no mês de janeiro, segundo Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume vendido cresceu 0,8% em relação a dezembro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio.

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“Até em dezembro, no final do ano, alguns setores já estavam entrando em promoção, porque as vendas não foram tão boas no Natal”, explicou Juliana.

No entanto, ainda não é possível falar em recuperação no varejo, uma vez que o mês anterior vinha de um tombo de 2,6% nas vendas, ressaltou a pesquisadora. “Ainda não há recuperação não, até porque a media móvel ainda está caindo. Esse aumento de 0,8% (nas vendas em janeiro) ainda não foi suficiente para recuperar a queda de dezembro”, explicou ela.

A média móvel trimestral do varejo, indicador que suaviza oscilações mais fortes e indica tendência, mostrou recuo de 0,1% em janeiro. O avanço nas vendas do mês foi impactado pelas liquidações nos setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (com expansão de 12,3%), móveis eletrodomésticos (2,4%), e tecidos, vestuários e calçados (1,3%).

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“Equipamentos de informática oscila muito além de ser muito sensível ao consumo das famílias. É um setor que tem aí os artigos eletrônicos, que são sempre destaque no consumo das famílias, como tablets, telefones”, disse ela. Outra atividade com impacto relevante foi a de artigos farmacêuticos, com expansão de 1,4%.

“Farmácia é consumo essencial. Tendo renda ou não, você tem de consumir medicamentos, e os preços estão favoráveis, crescendo abaixo da inflação. Os preços de artigos farmacêuticos aumentaram 6,8% em 12 meses até janeiro, contra uma alta de 7,1% na inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)”, destacou a gerente do IBGE.

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