O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), anunciou nesta segunda-feira, 09, que programas implementados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deverão gerar em 2015 uma arrecadação extra de R$ 10 bilhões aos fundos dos trabalhadores e, consequentemente, para a Previdência Social. O anúncio foi feito durante conversa com sindicalistas na sede da Força Sindical, na capital paulista.

Segundo Dias, dois desses programas serão lançados na próxima quarta-feira. O primeiro deles é o programa de fiscalização eletrônica de empresas. A ideia, explicou, é aumentar de 200 mil para 800 mil o total de companhias fiscalizadas “sem que o auditor precise sair do seu local de trabalho”. De acordo com o ministro, esse programa deverá gerar uma arrecadação extra de R$ 2,6 bilhões.

O outro programa será o de combate ao trabalho informal. Dias prevê que o projeto deverá incluir mais 500 mil trabalhadores na formalidade, o que deverá render R$ 2,5 bilhões de arrecadação extra. “Esse ano, deveremos ter mais de R$ 10 bilhões extras com programas como esses para fundos dos trabalhadores e, consequentemente, para Previdência”, diz.

Situação econômica

O ministro reconheceu que o Brasil passa por um período de crise econômica, mas ponderou que a situação “não está tão ruim quanto querem”. Ele defendeu uma maior intervenção do Estado para equilibrar a economia brasileira.

Dias garantiu, contudo, que mesmo com o ajuste fiscal “não haverá redução dos programas sociais”. “Há uma campanha deliberada da grande mídia de oposição ao atual governo, que cria ambiente de dúvida, acumulado com a corrupção desvendada pela (operação) Lava Jato”, disse.

O ministro afirmou que, pelo volume de investimentos previstos principalmente nas áreas de infraestrutura, o impacto no mercado de trabalho não deverá ser grande. “Há uma crise, que poderá ser maior ou menor de acordo com a intervenção do governo. (…) Mas uma coisa é certa, não vai haver diminuição de programas sociais, o que injeta bilhões no mercado”, afirmou ele.