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Professora processa Banco Central por suposta invenção do Pix

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Foto: Imagem criada com IA.

Uma professora de inglês e empresária acionou a Justiça Federal contra o Banco Central (BC) alegando ter inventado o mecanismo de pagamentos instantâneos antes da criação do Pix. Anette Toppan pede R$ 1 milhão por violação de direitos autorais, além de divisão de lucros e royalties pela utilização do sistema. As informações são da Gazeta do Povo.

Na petição inicial, Anette aponta para o registro na Biblioteca Nacional do Projeto CellToken, que usaria créditos de celulares para permitir pagamentos de cursos e materiais. Após parceria com outra empresa, o sistema passou a se chamar Tá Pago. Segundo a autora, o BC teria acessado o projeto quando a Tá Pago pediu autorização para se tornar uma fintech (empresa de tecnologia financeira), fornecendo documentos que detalhariam o funcionamento da tecnologia.

Anette chegou a pedir a suspensão do Pix, mas a liminar foi negada pela juíza Iolete Maria Fialho de Oliveira, da 22ª Vara Cível do Distrito Federal. A magistrada justificou que a paralisação, mesmo por um dia, resultaria em graves prejuízos econômicos à sociedade, já que o Pix é o maior meio de pagamento do Brasil, com milhões de reais movimentados diariamente.

O BC contestou os pedidos afirmando que as ideias e fluxogramas do projeto são tecnicamente pueris, não passando de um rascunho incipiente de um sistema. O órgão ainda afirma que mecanismos de conversão de créditos em pagamento já existem pelo menos desde 2004. Segundo o BC, a existência de pagadores e recebedores é inerente a todo arranjo de pagamento do país.

O processo foi protocolado em setembro de 2024 e segue em tramitação. No último despacho, de maio de 2026, a juíza retirou o sigilo dos autos e negou pedidos para realização de perícia e para que o BC forneça todos os documentos de funcionamento e atas das reuniões em que o Pix foi planejado. A decisão determina que o órgão monetário traduza e reenvie documentos em inglês.

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