A produção industrial aumentou em março contra igual mês de 2003 em todas as 14 regiões do Brasil pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O destaque ficou com o Amazonas, onde a atividade industrial saltou 33%, estimulada por Material eletrônico e de comunicações. Seguiram-se Pernambuco – avanço de 18,4%, Paraná – 16,2% e Ceará – 15,7%, informou o IBGE nesta segunda-feira.

Em São Paulo, a produção cresceu 12,7% sobre março do ano passado – o quinto mês positivo seguido, acumulando no ano expansão de 6,9% e, nos últimos 12 meses, de 0,6%.

Dezessete das 20 atividades pesquisadas em São Paulo tiveram desempenho positivo, com destaque para Veículos automotores – com alta de 45,4%, Máquinas e equipamentos – 28,2% e Máquinas e aparelhos elétricos – 21,8%. O IBGE ressaltou que os segmentos mais dependentes da massa salarial interna ainda apresentam queda da produção em São Paulo: Edição e impressão, Farmacêutico e Bebidas.

Na semana passada, o IBGE informou que a produção industrial brasileira subiu 2,1% em março sobre fevereiro e 11,9% contra o mesmo período de 2003.

Paraná é destaque

A produção industrial do Paraná apresentou em março um crescimento de 16,2% na comparação com igual mês do ano passado. Segundo levantamento divulgado pelo IBGE, o índice foi o terceiro melhor do País, atrás apenas dos resultados do Amazonas (33%) e de Pernambuco (18,4%)

No acumulado do trimestre, a elevação do Paraná ficou em 9,3% e no dos últimos 12 meses em 6,6%. Em todos os confrontos, a indústria paranaense revela números superiores aos registrados pelo total do País, que ficaram em 11,9% (março), 5,8% (trimestre) e 1,1% nos últimos 12 meses.

No confronto de março com igual mês do ano anterior, a indústria paranaense registrou crescimento em 10 das 14 atividades investigadas. O desempenho de Edição e impressão (168,1%), por conta de uma base de comparação menor e também do aumento na produção de livros didáticos, seguido por Veículos automotores (36,8%), responde pelas maiores contribuições positivas.

Entre as quatro atividades que apresentaram redução, a performance adversa de Produtos químicos (-35,8%) figura como a de maior influência negativa sobre o índice geral, gerada, em grande parte, pelo recuo na produção de adubos e fertilizantes.

Dinamismo

Ainda de acordo com o IBGE, a produção acumulada da indústria paranaense no primeiro trimestre deste ano (9,3%) apresentou um significativo ganho de dinamismo em relação ao último trimestre de 2003 (5,8%). O resultado do Paraná nesta comparação ficou como o segundo melhor do País, atrás apenas do desempenho do Amazonas (16,4%).

Nove atividades contribuíram para esse movimento no Paraná, com destaque para os avanços assinalados em Edição e impressão, que passou de 20,6% no período outubro-dezembro para 60,2% no período janeiro-março e Máquinas e aparelhos elétricos (de -34,2% para -3,2%). Já as pressões negativas de maior impacto foram exercidas por outros produtos químicos (-6,5%) e Refino de petróleo e produção de álcool (-3,2%).