A produção industrial brasileira voltou a crescer em julho de 2026, com alta de 0,2% após dois meses seguidos de queda. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (2). Na comparação com julho de 2025, porém, o índice recuou 0,5%. As informações são da Tribuna do Paraná.
O resultado foi o melhor para o mês desde 2022, quando a indústria havia avançado 1%. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, o crescimento interrompe a sequência de perdas, mas não elimina os sinais de enfraquecimento da atividade. “Não é uma mudança de trajetória, mas para de cair. Voltar a subir é algo positivo, mas não recupera as perdas dos dois meses anteriores”, afirma.
Os indicadores mais amplos mostram perda de intensidade e dinamismo da indústria brasileira nos últimos meses, apesar do crescimento na margem. A indústria havia iniciado 2026 com quatro meses consecutivos de crescimento, mas perdeu força a partir do segundo trimestre, acumulando retrações em maio e junho.
Três setores tiveram resultados positivos em julho. Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos cresceram 12,2%. Produtos alimentícios avançaram 1% e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis subiram 1,1%. Já as indústrias extrativas registraram queda de 1%.
O gerente do IBGE aponta que a política monetária restritiva tem travado a indústria, mesmo com a redução modesta dos juros. Os juros elevados afetam investimentos, expansão da capacidade produtiva, consumo das famílias e também o nível de endividamento.
Em junho, o desempenho negativo foi disseminado entre 16 das 25 atividades pesquisadas. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 5,9%. Produtos farmoquímicos e farmacêuticos e confecção de artigos do vestuário e acessórios tiveram quedas na faixa de 11%.
