A produção de cloro registrou variação negativa de 0,5% de janeiro a outubro deste ano, atingindo 1.040.258 toneladas, na comparação com o mesmo período de 2013, segundo a Associação Brasileira de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor). O consumo setorial de cloro (vendas totais somadas aos usos cativos) recuou 0,9% no período. No caso da soda cáustica, a produção teve redução de 1,1%, para 1.142.907 toneladas.

O diretor executivo da Abiclor, Martim Afonso Penna, atribuiu o resultado negativo na produção de cloro à paralisação para manutenção de algumas fábricas por um período maior do que o habitual, além do quadro de desaceleração da atividade econômica.

A taxa média de utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 83,1%, ainda distante da média histórica do setor, que é de 87%. Em relação a janeiro-outubro do ano passado, a taxa de utilização da capacidade instalada recuou 0,5%.

Já o consumo aparente de soda (produção nacional mais as importações e menos as exportações) cresceu 4,5% frente aos dez primeiros meses de 2013, atingindo 2.107.238. A importação de soda aumentou 12,4%, para 986.038 toneladas. As vendas internas de soda cáustica diminuíram 2,8%, para 962.579 toneladas.

O cloro e a soda abastecem mais de 16 setores da atividade econômica, atendendo à demanda de diferentes segmentos das indústrias de defensivos agrícolas, limpeza, papel e celulose, componentes eletrônicos, metalurgia, têxtil, tratamento de água, entre outras.