Sob impacto da queda das vendas aos argentinos e também no mercado interno, a produção brasileira de veículos foi 8,4% menor no primeiro trimestre deste ano em relação a 2013 e somou 789,8 mil unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

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Segundo o vice-presidente da Ford do Brasil e América do Sul, Rogelio Golfarb, metade dessa queda é resultado do declínio das encomendas argentinas.

“A outra parcela é dividida entre a redução das vendas locais e os altos estoques de veículos”, calcula Golfarb. No fim de março, havia nos pátios das fábricas e revendas 387,1 mil veículos encalhados, o equivalente a quase 50 dias de vendas.

Em razão desse cenário, nas últimas semanas várias montadoras no País, como Volkswagen, Fiat, General Motors, PSA Peugeot Citroën e Scania anunciaram programas de lay-off (suspensão temporária de contratos de trabalho) e férias coletivas para reduzir a produção.

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A Mercedes-Benz abriu um programa de demissão voluntária (PDV) alegando ter um excedente de 2 mil trabalhadores na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

Algumas das montadoras brasileiras destinam até 30% de sua produção ao mercado argentino, informa Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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Além do menor volume de carros exportados, as vendas internas também estão em queda. De janeiro até quarta-feira, foram vendidos no mercado brasileiro 1,023 milhão de veículos, volume 5,3% inferior ao de igual período do ano passado. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.