A produção industrial caiu em sete das 12 regiões pesquisadas pelo IBGE em novembro, na comparação com igual mês de 2002. As maiores quedas ocorreram na Bahia (-20,4%), no Espírito Santo (-9%) e no Nordeste (-10,6%). Também tiveram queda Ceará (-6,7%), Santa Catarina (-2,5%), Rio de Janeiro (-2%) e Minas Gerais (-1,6%). Já as altas foram verificadas em Pernambuco (10,3%), Rio Grande do Sul (8,5%), São Paulo (3,8%), Paraná (1,4%) e Região Sul (1,4%), todos acima da média nacional, que foi de 0,3% na mesma comparação.

Segundo o IBGE, o crescimento em Pernambuco foi “puxado” pelo desempenho da indústria de alimentos, e no Rio Grande do Sul, a maior contribuição foi da indústria mecânica. O desempenho de São Paulo foi influenciado pelos setores de material elétrico e comunicações, material de transporte e química.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro, em relação a igual período do ano anterior, houve crescimento em seis das 12 áreas pesquisadas, movimento contrário ao verificado em novembro.

No ano, o destaque fica com o Espírito Santo (+12,7%), que sustenta o maior ritmo de crescimento, apoiado nas características exportadoras do seu parque produtivo. O Rio Grande do Sul, com expansão de 3,3%, foi puxado pelo dinamismo na fabricação de máquinas e implementos agrícolas e, em segundo plano, pela fabricação de fertilizantes.

No Paraná (+3,2%), o perfil do crescimento é semelhante, com os principais impactos positivos vindo de mecânica, química, e material de transporte.

Registram crescimento também no acumulado do ano as indústrias de Pernambuco (1,7%), região Sul (1,2%) e São Paulo (0,4%). No caso de São Paulo, o índice acumulado passa de um resultado negativo em setembro (-0,3%) para 0,4% positivo em novembro.

Nas seis áreas com queda de produção no ano, as taxas oscilaram entre queda de 2,9% em Santa Catarina e retração de 0,8%, no Rio de Janeiro.

A média nacional aponta leve expansão de 0,4% na produção industrial no acumulado de 12 meses, até novembro, segundo dados divulgados pelo IBGE no início de janeiro.

Estado teve crescimento de 1,14%

A atividade industrial paranaense registrou crescimento em todos os tipos de comparativos: 1,4% em relação a novembro de 2002, 3,2% no acumulado para o período janeiro-novembro e 3,3% no acumulado dos últimos doze meses.

Na comparação novembro 03/novembro 02, oito dos dezenove setores pesquisados ampliaram sua produção. As indústrias química (8,4%), mecânica (10,6%), alimentar (3,7%) e de material de transporte (14,9%), exerceram as principais influências positivas. As quedas que mais impactaram a taxa mensal foram: minerais não-metálicos (-23,0%), material elétrico e de comunicações (-22,2%) e metalúrgica (-18,4%), pressionados pela redução em cimento, ventiladores e blocos e tarugos de aço comum.

De acordo com o IBGE, a tendência apontada pelo indicador acumulado mostra virtual estabilidade no ritmo de produção industrial entre outubro (3,4%) e novembro (3,2%). O resultado do ano foi impactado pelas performances positivas de doze setores, sobretudo mecânica (17,9%), com destaque nas colhedeiras agrícolas e refrigeradores. A maior pressão negativa veio de minerais não-metálicos, com queda de 7,6%.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, apontou um ligeiro decréscimo entre outubro (3,9%) e novembro (3,3%). A mecânica (16,1%) se mantém como principal destaque positivo e o negativo ficou com minerais não-metálicos (-6,4%).