A estimativa foi feita hoje, em Brasília, pelo gerente geral de produções especiais da Petrobras, Carlos Roberto Martins Barbosa, durante o 2º Enagás.

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Os altos investimentos da Petrobras em exploração e produção (E&P), em especial nas refinarias, no Comperj e no pré-sal, vão aumentar significativamente a produção de gás, o que garantirá uma maior oferta do GLP no país.

Segundo o executivo os investimentos da estatal vão ajudar a corrigir alguns desequilíbrios e trazer boas perspectivas para o setor de GLP. Barbosa indicou que com o crescimento da produção de petróleo o país ficará menos dependente de importações e deve estar daqui há uns 3 ou 5 anos, no máximo, equilibrados em relação ao GLP. “Não vamos mais ser dependentes dele”, apontou entusiasmado.

“Há muitos anos o setor não vê investimentos tão fortes, tanto na parte de downstream, que vai aumentar a oferta notadamente no Nordeste, quanto na parte de upstream, com as novas produções”, disse.

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Barbosa explica que a produção de GLP da companhia é basicamente de duas fontes: oriundo das refinarias, onde processa-se o petróleo e tira-se o GLP; e dos poços de petróleo que produzem petróleo e gás associado que vão para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN), que também produz GLP.

“Temos duas grandes frentes de oferta de produto no curto, médio e longo prazo: a Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e as refinarias Premium (no Ceará e no Maranhão), que vão produzir GLP e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que no primeiro momento vai produzir muito GLP. Além disso, nós temos as novas produções do pré-sal que também farão com que tenhamos que implantar UPGNs”, aponta.

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De acordo com ele, tudo isso trará uma maior oferta de produto ao país, reduzindo os desequilíbrios regionais do produto onde o Nordeste é carente e o Sudeste tem a maior produção.

“O potencial de crescimento de GLP é muito grande porque em determinadas situações ele é mais barato que o diesel, sem contar as vantagens ambientais. Ao contrário do que muitos pensam, temos um potencial enorme para o GLP no país. Vamos ter produção, menos custos, mais confiabilidade porque vamos depender menos de importações”, finalizou o gerente da Petrobras. 

Com informações do Sindigás.