A indústria registrou avanço na produção em apenas 10 das 26 atividades pesquisadas na passagem de outubro para novembro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global a produção teve ligeira alta de 0,1%.

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“Embora tenha ficado positivo (o resultado global), isso está calcado em poucas atividades. Há predomínio claro de comportamento negativo, seja nas categorias de uso seja nas atividades”, ressaltou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

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O avanço de 5,9% na produção de alimentos puxou a alta na média industrial, mas a atividade vinha de quatro meses consecutivos de quedas, período em que acumulou uma perda de 10,3%.

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Outros resultados positivos relevantes em novembro foram registrados por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,5%).

Na direção oposta, entre os 16 setores com redução, a maior contribuição negativa foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 4,2%.

Outros impactos negativos importantes foram de máquinas e equipamentos (-3,2%), produtos diversos (-13,3%), outros produtos químicos (-2,0%), indústrias extrativas (-0,6%), produtos de minerais não-metálicos (-1,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,8%) e impressão e reprodução de gravações (-7,9%).

Revisões

O IBGE ainda anunciou nesta terça-feira que revisou o resultado da produção industrial em outubro ante setembro, de 0,2% para -0,1%. A taxa de setembro ante agosto saiu de -1,8% para -1,7%, enquanto a de agosto ante julho passou de -0,7% para -0,8%.

O resultado de bens de capital de outubro ante setembro foi revisto de 1,5% para 1,2%.

Na categoria de bens intermediários, a taxa de outubro ante setembro foi revisada de -0,3% para -0,6%.

O desempenho de bens de consumo duráveis em outubro ante setembro passou de 4,4% para 2,4%. Já os bens de consumo semi e não duráveis em outubro ante setembro foram revistos de -0,2% para -0,3%.