Um grupo de procuradores de 9 Estados e Distrito Federal anunciou hoje uma megaoperação contra sonegadores fiscais de pequeno, médio e grande porte. Os valores sonegados, segundo os procuradores, chegam a R$ 4 bilhões em impostos estaduais nos últimos dois anos. A maioria dos crimes está ligada a falsificação de notas fiscais e uso de laranjas em empresas.

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“Quando há sonegação, o prejuízo é para toda a sociedade”, disse o presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, Gercino Gomes Neto, procurador de Justiça de Santa Catarina.

Segundo ele, essas empresas ainda são suspeitas de lavar dinheiro e adulterar produtos eletrônicos. “Não raras as vezes em que o crime é organizado com formação de quadrilha”, ressaltou.

Desde as 4h da manhã de hoje, a operação, feita em conjunto com a Polícia Federal e as receitas estaduais, consiste em apresentação de denúncias à Justiça, vigilância para apreensões em postos fiscais nas entradas dos Estados, entre outras ações.

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Pelo menos 1.100 auditores estão envolvidos no trabalho. Não há ainda uma estimativa de quantas empresas estão sendo investigadas, mas, segundo os promotores, a maioria é de médio porte do ramo do comércio, indústria e atacadista.

Somente hoje em Brasília, 60 caminhões foram detidos em flagrantes com irregularidades, 30 empresas estão sendo autuadas, e 10 pedidos de prisões foram feitos à Justiça. No total, R$ 50 milhões foram sonegados, segundo a investigação, no Distrito Federal.

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Além do Distrito Federal, são alvo da operação os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.