Economia

Prévia da inflação sobe para 0,70% em setembro com fim do bônus de Itaipu

Uma visão em close-up de uma carteira de couro marrom gasta, aberta sobre uma superfície de madeira. Do compartimento principal, um feixe grosso de notas de Real brasileiro está saindo, ligeiramente fanned para mostrar a variedade de cores e valores (prevalecendo notas de R$20 e R$50). A textura do couro e o papel moeda usado são os protagonistas. A luz ambiente é suave.
O Real, como unidade de valor, é o termômetro da saúde econômica do país. Sua valorização ou depreciação reflete as dinâmicas da inflação e das políticas monetárias federais. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

A prévia da inflação oficial de setembro ficou em 0,70%, a maior taxa desde abril, quando marcou 0,89%. O resultado inverte a deflação de agosto, que havia sido de -0,40%. As informações são da Agência Brasil.

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA-15 acumula 4,47% em 12 meses. Em setembro de 2025, a prévia havia sido de 0,48%.

A principal explicação para a aceleração está no fim da devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz em agosto. Sem esse benefício em setembro, a comparação entre os meses elevou a diferença nos preços.

A energia elétrica residencial subiu 7,42% em setembro, o maior impacto individual do índice. Em agosto, a conta de luz havia caído 6,25% por causa do bônus de Itaipu, que consiste na distribuição do saldo positivo da conta de comercialização da hidrelétrica estatal como crédito nas contas de energia.

O grupo habitação teve alta de 2,07%, com impacto de 0,31 ponto percentual no índice geral. Foi o grupamento que mais pressionou a prévia da inflação no mês.

As passagens aéreas subiram 9,82%, influenciando o grupo transportes, que registrou alta de 0,60%. Os combustíveis ficaram 0,22% mais caros, com destaque para o gás veicular, que subiu 1,56%, e a gasolina, com alta de 0,30%.

Na alimentação, o tomate liderou as altas com 20,76%, seguido pelo arroz, com 2,39%, e pelas carnes, com 1,30%. Entre as quedas, o feijão carioca caiu 6,33%, a cebola recuou 4,41% e o café moído teve queda de 1,36%.

O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA, a inflação oficial que serve de base para a meta do governo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A diferença está no período de coleta de preços, feito entre 15 de agosto e 15 de setembro.

O IPCA completo de setembro será divulgado em 9 de outubro. O mercado financeiro espera inflação de 0,52% no mês, segundo o boletim Focus do Banco Central (BC) da última segunda-feira (21).

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