A prévia da inflação de outubro chegou a 0,32%, puxada principalmente pela alta dos alimentos consumidos em casa. O IPCA-15, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (23), acumula 4,15% no ano e 4,62% em 12 meses. Oito dos nove grupos pesquisados registraram aumento de preços no período. As informações são da Gazeta do Povo.
A alimentação em casa subiu 1,01%, com destaque para o tomate (24,54%), a cebola (13,63%), a batata-inglesa (10,96%) e o arroz (5,80%). Apenas cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%) ficaram mais baratos. Já a alimentação fora de casa avançou 0,56%, com alta na refeição (0,61%) e no lanche (0,66%).
O grupo de Despesas Pessoais teve aumento de 0,55%, impulsionado por cinema, teatro e concertos (4,30%) e pacotes turísticos (2,18%). Os combustíveis subiram 1,20%, com diesel (3,70%), etanol (2,73%) e gasolina (0,92%) mais caros, fazendo o grupo Transportes avançar 0,05%.
Habitação caiu 0,10% após subir 2,07% em setembro. A mudança da bandeira tarifária de amarela para verde eliminou a cobrança adicional de energia elétrica residencial, que recuou 0,89%. O gás de botijão subiu 1,28% e o aluguel residencial aumentou 0,28%.
As passagens aéreas tiveram queda de 9,24%, uma das maiores do mês. Em Curitiba, a redução foi de 11,58% nas passagens aéreas e de 8,05% na taxa de água e esgoto. A capital paranaense registrou deflação de 0,27%, o menor resultado entre as 11 áreas pesquisadas. Belém teve a maior alta regional, de 0,76%.
O IPCA-15 considera preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro, comparados aos valores de 15 de agosto a 15 de setembro. O indicador abrange famílias com renda de um a 40 salários mínimos e funciona como prévia do IPCA, índice oficial de inflação divulgado no mês seguinte.
