São Paulo (AE) – Os recentes aumentos nos preços dos transportes urbanos em São Paulo e no Rio de Janeiro levaram à aceleração na taxa do IPC-S, que subiu 0,39% na quadrissemana encerrada em 15 de dezembro, ante aumento de 0,33% apurado no indicador anterior, de até 7 de dezembro. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. De acordo com ele, se o grupo Transporte tivesse mantido o mesmo patamar de elevação da quadrissemana anterior (0,61%), e não tivesse subido 1,69%, o IPC-S de até 15 de dezembro teria subido apenas 0,26%.

De acordo com ele, tendo em vista o cenário de reajustes em São Paulo e Rio houve elevações de preços mais intensas em praticamente todos os principais transportes urbanos. É o caso de metrô (de 2,30% para 4,6%); ônibus urbano (de 2,15% para 4,47%); táxi (de 1,36% para 4,16%); trem (de 2,15% para 4,30%) e vans (de 1,87% para 4,05%).

O IPC-S poderia ter subido mais ainda não fosse o comportamento de preços do grupo Alimentação, que apresentou desaceleração de preços (de 0,67% para 0,24%). ?Os alimentos in natura foram os grandes responsáveis por isso?, afirmou o economista, acrescentando que os preços no segmento saíram de uma alta de 1,15% para uma queda de 0,45%, na passagem do IPC-S de até 7 de dezembro para o indicador anunciado ontem.

Além disso, o economista informou que os preços das carnes estão caindo ou subindo menos. É o caso de carne bovina (de 0,67% para -0,31%); e aves e ovos (de 0,99% para 0,55%). ?Graças à Alimentação, a taxa do IPC-S não teve uma aceleração mais forte?, comentou.