A presidente da Gradual Investimentos, Fernanda Lima, assim como outros executivos da corretora foram presos na quinta-feira, 12, pela Polícia Federal no âmbito da Operação Encilhamento, por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes de R$ 1,3 bilhão contra sistemas de previdência de pelo menos 28 municípios em sete Estados. Outro executivo preso da corretora foi Gabriel Paulo Gouvea de Freitas Junior.

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Uma lista com todos os nomes envolvidos na Operação Encilhamento começou a circular desde a noite de quinta no mercado. A Polícia Federal não chegou a divulgar os envolvidos presos nessa operação, mas informou que ao todo foram 20 mandados de prisão temporária.

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A Operação Encilhamento é a segunda fase da Papel Fantasma, que apura fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento. Também são alvo dessa operação Arthur Machado e Patricia Iriarte, que foram presos pela Operação Rizoma, também deflagrada na quinta pela PF.

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Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com penas de dois a 12 anos de prisão.

Procurada, a Gradual informou que os executivos da empresa estão colaborando com a Polícia Federal em decorrência da operação Encilhamento”. Além disso, “reitera que segue contribuindo com as investigações de forma transparente para esclarecer o que for necessário às autoridades e provará suas alegações e os reais responsáveis”.