| Foto: Arquivo |
| César Telles: central para a comercialização. continua após a publicidade |
O novo presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), César Telles, assumiu este mês a entidade com um objetivo claro: fortalecer comercialmente as emissoras de rádio paranaenses, em especial as do interior. Para isso, ele pretende instalar ainda no segundo semestre deste ano a Central de Comercialização de Rádio da Aerp, que funcionará como uma espécie de ponte entre pequenas, médias e grandes emissoras e o mercado publicitário.
Segundo Telles, já há infra-estrutura pronta para a instalação da central, faltando apenas colocá-la em funcionamento. ?Existe sede própria com espaço apropriado e a idéia agora é contratar pessoal e definir metas e objetivos?, delimita. A idéia partiu de experiências que deram certo nos estados de Santa Catarina e Pernambuco e que, agora, podem incrementar a mídia das emissoras paranaenses.
Grandes agências de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, inclusive as responsáveis pelo marketing do governo federal, terão a central como ponte para atingir as populações do interior. ?Muitas vezes não trabalham em cima das pequenas (emissoras) até por não terem todos os seus dados. A associação deve fazer essa parte para as agências, proporcionando resultados tanto para o lado de seus clientes quanto para as rádios?, estima.
O presidente acredita que, dessa forma, também auxiliará na promoção de mídia regionalizada, conforme vem determinando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que assumiu seu primeiro mandato. A perspectiva é atingir pelo menos 80% das 370 emissoras paranaenses, a exemplo do que acontece no estado vizinho.
Piratas
Como presidente da Aerp, outro objetivo desse radialista que atua na região Centro Sul do Estado há vinte anos é cobrar fiscalização por parte do governo com relação às rádios piratas, causadoras de grandes prejuízos às emissoras comerciais. ?É grande a reclamação das emissoras de rádio e TV quanto à ilegalidade. Muitas rádios comunitárias passam dos limites impostos a elas por lei e se transformam em emissoras piratas, divulgando comerciais e modulando suas freqüências acima do autorizado.? Além de atrapalhar a comunicação, esse tipo de atitude resulta em sérios prejuízos ao setor. ?Há rádios comerciais literalmente quebrando por conta disso?, lamenta.
Por último, o presidente destaca que pretende investir na reaproximação das televisões junto à associação. Uma das ações para isso é trabalhar no ingresso das TVs no convênio Copel-Aerp, que permuta a fatura de energia das rádios com a divulgação de avisos e serviços da companhia. A parceria engloba, atualmente, montante de R$ 3 milhões ao ano.