A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou nesta quarta-feira (29) que, no varejo, o IPC acumula elevações de preços de 3,39% no ano e de 4,37% em 12 meses até este mês. Segundo a FGV, a aceleração na taxa do IPC, de julho para agosto (de 0,34% para 0,39%) foi influenciada principalmente pelo término da deflação nos preços do grupo Habitação (de -0,24% para 0,17%). A inflação nesse grupo foi pressionada para cima pela queda mais fraca de preços em tarifa de eletricidade residencial (de -2,56% para -1,62%); e pela aceleração de preços na tarifa de telefone residencial (de 0,53% para 1,81%).

Das sete classes de despesas usadas para cálculo do índice de varejo, três apresentaram aumento intenso ou término de deflação de preços, na passagem do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho para o de agosto. Além do grupo Habitação, é o caso de Alimentação (de 1,23% para 1,24%); e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,31% para 0,40%). Os outros grupos registraram desaceleração ou queda de preços, no mesmo período. É o caso de Vestuário (de 0,21% para -0,54%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,59% para 0,31%); Transportes (de -0,26% para -0,45%); e Despesas Diversas (de 0,58% para 0,30%).

Ao analisar a movimentação de preços no âmbito dos produtos, a FGV informou que as altas de preço expressivas no varejo, no IGP-M de agosto, foram registradas em leite tipo longa vida (8 61%); tarifa de telefone residencial (1,81%) e tomate (25,25%). Já as quedas foram apuradas em mamão da amazônia – papaia (-30 28%); tarifa de eletricidade residencial (-1,62%); e manga (-18 13%).

Atacado

Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 4% em agosto ante aumento de 1,75% em julho. De acordo com a fundação, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais registraram aumento de 0,44% este mês, de uma taxa negativa de 0,21% em julho.

Até agosto, o IPA acumula elevação de 2,29% no ano e de 4,68% em 12 meses. A FGV explica que os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam ganho anual de 3,48%, e têm alta de 12,77% em 12 meses. Já os produtos industriais apresentam altas acumuladas de 1,90% no ano e de 2,23% em 12 meses, até agosto.

De acordo com a fundação o leite in natura foi o que obteve a maior variação de preço, de +10,62%, na análise por produtos verificada em agosto. Em seguida ficaram bovinos (6,26%) e soja em grão (3,50%). Do lado oposto, os preços apurados da cana-de-açúcar (-4,94%), álcool etílico hidratado (-3,32%) e gasolina (-2,32%) foram destaques.

Construção

Na construção civil, o INCC acumula elevações de preços de 4,17% no ano e de 5,01% em 12 meses até agosto. Segundo a FGV, a aceleração de preços no setor de julho para este mês (de 0,21% para 0,35%) foi influenciada pelo aumento de preços no segmento de mão-de-obra (de 0,07% para 0,39%). Refeição pronta no local de trabalho foi o destaque de alta (1,01%), seguida por ajudante especializado (0,34%) e cimento (1,46%).