O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, confirmou hoje (15) que a empresa baixará os preços do diesel e da gasolina quando as cotações se estabilizarem no mercado internacional. Não quis, no entanto, estimar prazo. “Na medida em que esse preço futuro se estabilizar, vai ser necessário atualizar o mercado brasileiro. Depende do mercado internacional”, afirmou em entrevista coletiva no Fórum Econômico Mundial da América Latina.
Gabrielli explicou que a Petrobras, nesse cenário, não terá outra alternativa senão baixar preços. Caso contrário, os mais de 150 distribuidores de gasolina e diesel no país passarão a importar o produto mais barato, uma vez que o mercado brasileiro é aberto. “Hoje, não importam em grande quantidade porque não sabem o que vai acontecer com o preço da gasolina e do diesel daqui a 45 dias, dois ou três meses, e eles pagam no momento em que chega o navio”, explicou.
Ele fez questão de reiterar, no entanto, que a política doméstica de preços de gasolina e diesel da Petrobras não leva em consideração o comportamento de curto prazo do mercado. “Levamos em consideração o comportamento futuro da gasolina, do diesel, do preço do petróleo, da taxa de câmbio, do álcool, o comportamento futuro dos diversos componentes que afetam o mercado brasileiro porque não queremos transferir para o mercado brasileiro a volatilidade de curto prazo do mercado norte-americano”, disse Gabrielli.
Questionado sobre a promessa da ministra da casa Civil, Dilma Roussef, de redução de preços dos combustíveis, Gabrielli reconheceu que esse tipo de decisão é também política. “A decisão nunca é só politica e só econômica, ela sempre é as duas coisas. Quando você tem uma empresa que responde por 99,9% dos combustíveis do país, evidentemente que essa empresa não pode pensar exclusivamente do ponto de vista empresarial porque os impactos dela são macroeconômicos”, justificou.