O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 1,38% em abril ante março. O IBGE revisou o resultado mensal de março, ante fevereiro, para uma alta de 1,04%, de uma leitura original de alta de 1,05%. Até o mês passado, o IPP acumula altas de 1,55% no ano e de 2,47% nos últimos 12 meses.

A taxa de 1,38% é a mais alta desde novembro de 2010, quando chegou a 1,43%. Em abril, 21 das 23 atividades pesquisadas apresentaram aumento de preços. No mês anterior, 18 atividades haviam registrado avanço.

As quatro maiores variações na passagem de março para abril foram nas atividades de fumo (7,95%), impressão (3,10%), alimentos (2,81%) e outros produtos químicos (2,78%). Os setores que mais influenciaram o aumento no IPP do mês foram o de alimentos (com uma contribuição de 0,53 ponto porcentual), outros produtos químicos (0,30 ponto porcentual) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,15 ponto porcentual).

Já o maior impacto negativo veio de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,07 ponto porcentual). O IPP mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação.