Os preços administrados por contrato e monitorados pelo governo caíram 2,23% em Curitiba no mês de maio, uma queda superior à deflação de 0,36% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Nos cinco primeiros meses de 2003, as tarifas públicas aumentaram 3,98% e nos últimos doze meses, encareceram 17,22%. Nos mesmos comparativos, a inflação em Curitiba foi maior: 6,80% e 17,24%, respectivamente.

Para uma família curitibana, o custo médio dos serviços públicos recuou de R$ 403,03, em abril, para R$ 394,05, conforme pesquisa mensal divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) e Senge/PR (Sindicato dos Engenheiros do Paraná). Em abril, a variação dos preços administrados foi de 0,58%.

A deflação na cesta de preços públicos em maio foi motivada pelas reduções nos preços dos combustíveis e transportes. A tarifa de ônibus teve redução de 2,94%, de R$ 1,70 para R$ 1,65. O litro da gasolina recuou 6,69%, o do álcool caiu 5,54% e o do diesel diminuiu 4,85%. Os preços dos demais itens da cesta ficaram estáveis. “A queda dos preços administrados vem somar com deflações observadas em outros grupos de preços da economia”, comentou o economista Cid Cordeiro, supervisor técnico do Dieese, referindo-se à cesta básica (-3,99%) e o Índice de Preços no Atacado (-1,68%). “Por outro lado, os preços de mercado (ICV, INPC, IPCA, IPC) apresentam lenta desaceleração, em menor ritmo do que o esperado.”

Apesar da redução ocorrida em maio, a tarifa de ônibus lidera a lista de aumentos em Curitiba no ano, com elevação de 10%. Também subiram em 2003: tarifa de água e esgoto (8,56%), gás de cozinha (4,94%) e gasolina (2,32%).

Para junho, o Dieese projeta alta de 3 a 4% no valor da cesta de serviços públicos, em função dos reajustes contratuais da energia elétrica e telefonia. Desde o Plano Real, a assinatura residencial de telefone fixo aumentou 4.300%. “Embora o reajuste médio deva ficar em 28,75%, na prática as empresas aplicam um percentual maior para os serviços de uso contínuo ou valor fixo e dão reajustes menores para aqueles de pouca utilização”, salienta.