O recuo dos preços dos combustíveis nas últimas semanas, em Curitiba, tem feito a alegria dos motoristas, porém, não deve permanecer por muito tempo, já que os proprietários de postos dizem que estão bastante pressionados. A justificativa para essa trégua, segundo os vendedores, é a queda no consumo por conta das férias antecipadas e da própria Copa do Mundo, que impactaram no movimento e forçaram uma redução acima de 10% nos valores médios nesta semana.

“A reação ao movimento fraco neste mês foi equivocada e causou um efeito cascata nos estabelecimentos da região”, comenta o proprietário do posto Felicitá, Daniel Villanueva. No bairro de Santa Felicidade, onde está instalado o Felicitá, o litro da gasolina é facilmente encontrado a R$ 2,59 e o do etanol a R$ 1,79. “A concorrência provocou essa queda, mas o valores praticados pelas distribuidoras achatam muito a nossa margem. Por enquanto, estamos queimando a recomposição de caixa do início deste
ano”, avisa.

No início de junho a gasolina ameaçava romper a barreira dos R$ 3. Mesmo com a redução entre R$ 0,20 e R$ 0,40 nesta semana, alguns postos mantiveram valores entre R$ 2,89 e R$ 2,99. Comportamento semelhante aconteceu com o etanol, que nas últimas quatro semanas aponta como R$ 2,19 o preço mais caro do litro vendido em Curitiba, mas pode ser comprado entre R$ 1,76 e R$ 1,79.

Etanol pode valer a pena

Dependo do estabelecimento, quem tem cartão fidelidade consegue valores mais baixos, mas precisa prestar atenção para verificar se a anuidade do cartão não anula a vantegem.

Para o motorista, resta aproveitar o momento independentemente do tipo de combustível. O fisioterapeuta Cassiano Kasuo Shimada estava abastecendo com etanol até esta semana, quando resolveu trocar. “No meu aplicativo o cálculo aponta para a gasolina, vou testar na prática, já que é 1% de diferença”, comenta. No Autoposto Criança, do bairro Vista Alegre, onde Shimada abasteceu, o litro do etanol saía por R$ 1,89 e a gasolina por R$ 2,65.

Já o eletrotécnico Pedro Pelegrino, que abasteceu no Felicitá, também fez os cálculos que apontaram vantagem para o etanol. “Deu 0,69, mas só poderei aproveitar no outro carro, que é flex”, diz. Apesar do limite dos 0,70, a recomendação é verificar o rendimento de cada combustível no próprio veículo. “Há vários modelos que essa relação não é válida”, orienta Villanueva.