O consumidor corre o risco de ver mais um aumento no preço do pão se o governo federal não prorrogar a suspensão da contribuição do PIS/Pasep e Confins na importação e venda no mercado interno do trigo e farinha de trigo.

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São tributos federais que auxiliam a seguridade social e o seguro-desemprego. Os moinhos não vão pagar os tributos até dezembro. A indústria do trigo aguarda a renovação do acordo, como aconteceu nos últimos quatro anos.

Caso a cobrança dos impostos volte, as padarias vão comprar farinha de trigo com o repasse das taxas, que somam 9,25%, impactando no preço final do pão. “Imaginamos que a suspensão será renovada pelo governo federal. Se isto não acontecer, o grande impacto estará nas padarias, que em sua maioria são microempresas”, explicou Marcelo Vosnika, presidente do Sindicato das Indústrias de Trigo no Estado do Paraná. Ele contou que não há negociação do setor com o governo federal para prorrogar a suspensão, mas a mobilização deve começar a partir do mês que vem. O Congresso aprovou medida provisória para acabar com a cobrança do PIS/Pasep sobre a farinha, mas foi vetada pela presidente Dilma Rousseff.

Por causa das condições climáticas, o preço do trigo em grão teve aumento de 35% neste ano e parte do custo foi repassada à farinha de trigo, que teve alta de 20%.

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