O governo federal alterou nesta quinta-feira as regras da poupança rural com objetivo de liberar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões a mais para o Plano Safra 2013/2014. O plano, anunciado há dois meses, contava inicialmente com R$ 136 bilhões para financiamentos, mas os produtores têm reclamado de dificuldade em acessar os recursos.

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A legislação determina que 67% da captação da poupança rural seja direcionada para o crédito agrícola, mas sua contratação se dá com taxas livres de mercado. Como os bancos não conseguem cumprir a cota, parte do dinheiro fica parada no Banco Central (BC). Agora, se os bancos emprestarem recursos com as taxas mais baixas previstas no Plano Safra poderão compensar esse prejuízo com a liberação de parte desse dinheiro que está parado para ser emprestado livremente. O objetivo é que o banco ganhe mais de um lado para subsidiar o empréstimo mais barato para o produtor.

Segundo o Banco Central, a medida vai melhorar a disponibilidade dos recursos, pois é uma forma de transformar dinheiro de uma fonte cara para uma fonte barata para o produtor.

Para viabilizar a mudança, o Conselho Monetário Nacional (CMN) recriou uma engenharia financeira que foi abandonada na safra anterior, que prevê a aplicação de “fatores de ponderação” para definir o valor liberado. A liberação é definida de acordo com o perfil do produtor, se empresarial ou familiar, e se é para investimento, custeio ou comercialização da safra.

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Sem essa regra, os bancos teriam mais dificuldade para praticar as taxas mais baixas sem ter uma perda financeira, pois captam recursos ao custo da poupança, que é maior. Os juros nessas operações variam de 1,5% a 5,5% ao ano, abaixo do custo de captação da poupança rural.