A greve dos bancários, que entra hoje em seu 13.º dia, está afetando cada vez mais os serviços prestados pelos bancos. Ontem, houve relatos de clientes que não conseguiam mais sacar quantias maiores de dinheiro, ou mesmo depositar cheques nos caixas automáticos de algumas agências.

O call center do Banco do Brasil, em São José dos Pinhais, que presta serviços via telefone para todo o País e já vinha funcionando precariamente desde o início da greve, também não funcionou. Em São Paulo, uma reunião entre o sindicato dos trabalhadores e o patronal terminou sem proposta e sem negociação entre as partes.

O presidente da Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro no Estado do Paraná (Fetec-PR), Elias Hennemann Jordão, afirmou que os principais serviços prestados a partir do centro de atendimento do Banco do Brasil, como transações bancárias, por exemplo, foram suspensos.

Segundo Jordão, no início da greve os sindicatos dos trabalhadores já determinaram que os serviços nos caixas automáticos continuariam funcionando, ao menos para saques e pagamentos de faturas.

Para ele, algumas agências operam com contingente mínimo, ou seja, apenas gerentes comparecem ao trabalho. Assim, é normal que alguns serviços fiquem prejudicados.

De acordo com a Fetec-PR, a adesão continua aumentando. Ontem, o movimento grevista já contabilizava 554 agências afetadas pelas paralisações, no Estado, sendo praticamente metade (279 agências) em Curitiba e Região Metropolitana.

Há, ainda, 10 centros administrativos parados. O número de funcionários de braços cruzados está bem próximo de 17 mil, só na base sindical da Fetec-PR, que engloba 10 sindicatos de cidades como Curitiba e Londrina.

Os números, no entanto, podem ser bem maiores, se incluídas os números dos sindicatos vinculados à Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Paraná (Feeb-PR). Entre eles, por exemplo, está o de Maringá e região, onde há 950 bancários parados. Porém, a Feeb-PR não divulga estatísticas consolidadas.