O Índice de Gerente de Compras (PMI) do setor de Serviços brasileiro subiu para 50,3 pontos em março, de 47,7 pontos em fevereiro, informou nesta quinta-feira, 4, a Markit. Dessa forma, o PMI Consolidado, que considera também o setor industrial, chegou a 50,4 pontos ante 48,7 pontos no mês anterior. Os indicadores superaram os 50,0 pontos pela primeira vez em 26 meses, o que indica expansão.

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A oferta de serviços brasileiros cresceu pela primeira vez desde fevereiro de 2015. Pelo terceiro mês consecutivo, cresceu o volume de negócios, enquanto o ritmo de crescimento acelerou ao nível mais alto desde fevereiro de 2015.

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As menores taxas de juros, assim como a expectativa de retomada da economia, avanço do consumo e de reformas, foram citadas por fornecedores de serviços como fatores que sustentam projeções de crescimento no ano. Por outro lado, temores de que a recuperação da economia seja lenta, com fechamento de negócios, turbulências políticas e as eleições presidenciais de 2018 foram citados como ameaça. Enquanto isso, o nível médio de otimismo caiu em abril ao menor nível em um ano, tanto em Serviços quanto na Indústria.

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Apesar de crescimento na atividade, uma nova rodada de corte de vagas foi verificada no setor de Serviços, em meio à tentativa de controlar custos. O emprego em Serviços caiu pelo 26º mês consecutivo, porém a contração foi a menor desde agosto de 2015. Também houve corte de vagas na Indústria.

Os custos dos provedores de serviços foram pressionados por altas nos preços do petróleo, energia e matérias-primas. A alta de custo apurada em abril foi a maior no três últimos meses. Observando os custos da iniciativa privada como um todo, a alta foi mais expressiva do que a verificada em março.

Interrompendo uma sequência de 12 meses com promoções e descontos, empresas de Serviços aumentaram os preços de seus produtos em abril. Os dados do mês continuam a indicar capacidade ociosa no segmento.

Para a economista da Markit Pollyana de Lima, o PMI de abril é “animador”, pois demonstra que a economia brasileira começa a crescer após um longo período de queda. “Mais do que isso, o avanço da oferta foi balanceado entre os segmentos de Serviços e manufatura”, salientou.