A fábrica da Siemens de Curitiba foi a escolhida para ser a plataforma de exportação mundial de centrais de comunicação para empresas. A escolha se deu pela qualidade de produção e do nível de recursos humanos – onde 40% dos 1,5 mil funcionários têm terceiro grau. A empresa está investindo US$ 20 milhões para a produção de equipamentos PABX de última geração, da linha HiPath.

A produção local será distribuída, via Alemanha, para 150 países. Essa logística será adotada porque a distribuição pelo Brasil aumenta os custos em 50%. A expectativa é alcançar US$ 100 milhões de exportações por ano, o que deverá colocar a Siemens entre as dez maiores exportadoras do Brasil. Hoje a produção da fábrica ocupa apenas dois terços da capacidade instalada, mas tem condições de se adequar facilmente a novas ampliações. Com esse projeto a empresa está gerando 350 novos postos de trabalho direto e 650 indiretos.

Para conquistar o posto de plataforma mundial de exportação, a subsidiária brasileira concorreu com outras fábricas da companhia espalhadas pelo mundo. Um dos pontos avaliados para essa escolha foi a capacidade de desenvolvimento local. A unidade é responsável por novas tecnologias e aplicações locais no segmento de telecomunicação fixa para operadoras e corporações – para todo o mercado latino-americano, bem como em redes móveis de GSM. O centro Curitiba também absorve 30% da verba total de Pesquisa e Desenvolvimento – de um total de cerca de R$ 80 milhões aplicados pelo grupo no Brasil em 2003. De acordo com o diretor-geral da fábrica, João Eber Machado, boa parte do hardware e software das centrais de PABX será desenvolvido em Curitiba e enviada para todo o mundo.

Posição

A Siemens irá comemorar, em 2005, 100 anos de fundação no Brasil, e a fábrica de Curitiba completará 30 anos de atividades. A empresa fechou o ano passado com um faturamento de R$ 4,6 bilhões, com um volume de exportação superior a R$ 248 milhões. A meta da empresa para este ano é crescer cerca de 6%. Os setores que mais tiveram destaque em 2003 foram informação e comunicação (50%), seguido da área industrial (16%) e da energia (15%).

Para o presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, esses resultados demonstram que apesar do desaquecimento do mercado, principalmente no setor de telefonia, a empresa continuou crescendo. “Nós continuamos investindo porque acreditamos no Brasil e temos certeza que o País tem potencial e competência para crescer”, falou.