Os convênios médicos podem ter aumento de até 6%, segundo um estudo preliminar da própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgado em novembro do ano passado, devido a incorporação de novos procedimentos ao rol mínimo de atendimento dos planos de saúde, como anunciado no último dia 10. Ao divulgar a lista de serviços que seria acrescentada aos planos, na semana passada, a ANS refutou informações da Associação de Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que apontou aumentos de 8% até 10% nos convênios após a mudança.

De acordo com o levantamento preliminar da ANS, os valores poderiam variar entre 1,8% e 6,3% com os novos serviços. Procurado ao longo desta semana para tratar do assunto, o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos, informou por meio de sua assessoria que em razão de compromissos não poderia atender a reportagem. Ontem sua assessoria informou que o estudo era preliminar e ?frágil? e que será refeito porque faltaram informações sobre a demanda dos procedimentos incorporados, daí a diferença dos percentuais de aumento previstos naquela ocasião, de 1,8% a 6,3%. ?A inconsistência das informações gerou o intervalo?, informou a assessoria da diretoria da agência.

O reajuste dos planos individuais, que é regulado pela agência, ocorre em maio e os repasses não devem ocorrer neste ano, promete o órgão regulador. No entanto, a ANS não descarta aumentos em 2008. Já os aumentos dos planos coletivos são definidos por uma negociação entre o contratante e os convênios.

No entanto, o preço dos planos à venda não é controlado pela agência, e algumas empresas podem aumentá-lo imediatamente. A Abramge informou que ainda analisa o novo rol para definir exatamente seu impacto, assim como a Fenasaúde, que reúne empresas de planos e também seguradoras.