Os bancos públicos têm cerca de R$ 6 bilhões em provisões para eventuais perdas com os planos econômicos. No entanto, essas instituições estão em condições distintas. Enquanto o Banco do Brasil teria provisionado valor suficiente para fazer frente ao pagamento, a Caixa Econômica Federal pode ter de fazer um reforço bilionário. Os bancos mais expostos, de acordo com o JPMorgan, são a Caixa, com cerca de 35% dos depósitos de poupança em 1990, seguida por Bradesco, com 23% – considerando o HSBC -, Banco do Brasil, com 22%, e Itaú Unibanco, com 13%.

A Caixa, apesar dos 35% dos depósitos de poupança em 1990, soma menos de R$ 1,5 bilhão em provisões para fazer frente às perdas com os planos econômicos. No entanto, considerando o menor valor estimado por fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast no âmbito do acordo entre bancos e poupadores, teria de ter R$ 3,5 bilhões. Procuradas, as instituições financeiras mencionadas e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não comentaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.