O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta quarta-feira (14) que o partido tentará votar a proposta de emenda à Constituição que estabelece o pagamento por hora trabalhada em 2027, caso o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro seja eleito. A proposta é de autoria do senador Rogério Marinho e é vista como uma alternativa à PEC do fim da escala 6×1, que será votada pelo Senado nesta tarde com o apoio do PL. As informações são da Gazeta do Povo.
Sóstenes apontou que se criou uma narrativa de que a legenda seria contra o fim da escala 6×1. Ele disse, em entrevista à GloboNews, que a proposta de Marinho dará ao trabalhador brasileiro toda a liberdade que ele quiser: se quiser ficar com a CLT e as 40 horas semanais, pode ficar; se quiser horas trabalhadas por horas recebidas, terá essa opção.
Flávio Bolsonaro era contra a PEC do fim da escala 6×1, mas mudou de posição nesta terça-feira (13), diante da pressão popular e da proximidade do segundo turno das eleições. O senador afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1 e que vai votar a favor, mas defende algo ainda melhor: dar liberdade para o trabalhador montar sua jornada de trabalho.
A proposta do fim da escala 6×1 é uma das apostas da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem forte apoio popular. O texto reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. No primeiro turno, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo, foram 461 a 19 contra. Na ocasião, 83 deputados do PL votaram a favor da PEC e 11 contra.
