A compra de roupas, tênis, brinquedos e óculos pirateados desviam R$ 9 bilhões por ano dos cofres públicos. A conclusão faz parte da pesquisa encomendada pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos e pelo Conselho Empresarial dos Estados Unidos ao Ibope. Os EUA vem pressionando o Brasil – inclusive com ameaças de sanções – para reduzir a pirataria e aumentar as formas de proteção aos direitos autorais no país.

A sondagem do Ibope, que ouviu 602 pessoas em São Paulo no mês de abril, aponta que os mais jovens, de 16 a 24 anos, são os principais consumidores de roupas piratas (31%), enquanto adultos na faixa de 25 a 39 anos compram mais brinquedos (27%), tênis (22%) e relógios (19%).

A maior parte dos consumidores consultados não hesita em dizer que os altos preços dos produtos legais são o principal motivo para a compra de piratas.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra Propriedade Intelectual e secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a diminuição de preços faz parte das discussões do Plano Nacional de Combate à Pirataria – apresenta 92 medidas para combater a pirataria no País – já em sua segunda fase. ?Muitos empresários já estão efetivamente baixando os preços?, afirma.

A pesquisa aponta ainda que os consumidores estão conscientes em relação aos produtos ilegais. A maior parte dos consumidores (70%) afirma que sabe que os produtos são ilegais ao comprá-los, mas alega que as marcas famosas não são prejudicadas. Além disso, os piratas são citados na geração de empregos para pobres.