Economia

PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre com impulso da agropecuária

Imagem mostra notas de real em cima de uma mesa.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Pixabay/ Joel Santana

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,8% no período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE e mostram que o PIB alcançou R$ 3,4 trilhões em valores correntes, com alta de 2% em relação ao mesmo período de 2025. As informações são da Gazeta do Povo.

O PIB é o indicador que mede o tamanho da economia de um país, somando o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período. O desempenho foi desigual entre os setores: enquanto a agropecuária teve o melhor resultado, os serviços avançaram apenas 0,2% e a indústria cresceu 0,1%. O consumo das famílias recuou 0,4%, enquanto os investimentos subiram 1,2%.

Agropecuária tem melhor desempenho e sustenta economia

A agropecuária foi o destaque do trimestre, com crescimento de 2,8% sobre os três primeiros meses do ano e alta de 6,8% na comparação anual. O resultado foi favorecido pela pecuária e pelo aumento da produção de algumas culturas. A soja cresceu 5,3% e o café avançou 15,1%, enquanto o arroz recuou 11,3% e o algodão caiu 6,7%. A produção de milho ficou estável.

Na indústria, o avanço de 0,1% foi sustentado pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4% no trimestre e 12% no ano, impulsionadas pela extração de petróleo e gás. Porém, outros segmentos industriais tiveram queda: eletricidade e gás recuaram 1,1%, enquanto a indústria de transformação e a construção caíram 0,4% cada.

Serviços crescem 0,2% com destaque para tecnologia

O setor de serviços avançou 0,2% no segundo trimestre, com destaque para informação e comunicação, que cresceu 2,1%. Transporte, armazenagem e correio subiram 1,1%, e atividades imobiliárias avançaram 0,2%. Comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis. Na comparação anual, os serviços cresceram 1,5%, com informação e comunicação liderando a alta de 8,4%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias foi um dos pontos negativos, com queda de 0,4%. O consumo do governo cresceu 0,4%, os investimentos subiram 1,2%, as exportações recuaram 0,8% e as importações aumentaram 1,8%.

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