Os economistas da União Europeia preveem que o Produto Interno Bruto (PIB) da Itália sofrerá contração de 1,0% este ano, sustentado apenas pelo comércio exterior, mas pressionado por quedas no consumo privado e na formação de capital fixo. No entanto, segundo projeções divulgadas nesta sexta-feira pela Comissão Europeia, o braço executivo da UE, a recessão italiana deverá chegar ao fim no verão europeu, após oito trimestres seguidos de retração.

Para 2014, a projeção é que a economia da Itália cresça 0,8% em termos reais, desta vez com ajuda do consumo privado e investimentos.

A comissão também prevê que a Itália cumprirá a promessa de atingir o equilíbrio orçamentário em 2013, pelo menos em “termos estruturais”. A previsão é de que o déficit italiano fique em 0,1% do PIB, embora o resultado não ajustado, que desconsidera o impacto de medidas de austeridade sobre o crescimento, esteja projetado em 2,1% do PIB.

Em 2011, em resposta à pressão do Banco Central Europeu (BCE) e de Bruxelas, o governo italiano se comprometeu a equilibrar o orçamento este ano, bem antes de outros países da zona do euro, como a França. O objetivo exigiu uma série de aumentos de impostos e alguns cortes de gastos, implementados pelo ex-ministro da Economia, Giulio Tremonti, e pelo premiê tecnocrata Mario Monti.

No entanto, “termos estruturais” significa que a Itália pode atingir a meta mesmo com um rombo de até cerca de 30 bilhões de euros (US$ 39,7 bilhões) no orçamento.

A comissão também prevê que a dívida italiana atingirá o pico este ano, chegando a 128,1% do PIB, ficando um pouco acima do endividamento de Portugal e Irlanda, antes de cair moderadamente em 2014. As informações são da Dow Jones.