Os contratos futuros de petróleo foram empurrados para cima nesta quarta-feira (10) com o enfraquecimento do dólar e a previsão de um déficit global do combustível no quarto trimestre do ano, em virtude da esperada forte demanda no inverno (do hemisfério Norte).

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Mas os contratos não conseguiram romper a faixa de US$ 78,25 a US$ 83,90 o barril, dentro da qual são negociados desde 12 de setembro. Operadores disseram que, até que os sinais da demanda, ou falta dela, no inverno estiverem estabelecidos, os preços devem oscilar cerca de US$ 2,00 acima ou abaixo de US$ 80,00 o barril.

Inverno

"Estamos sobretudo esperando para ver como será o inverno, pois todos lembram de janeiro do ano passado quando um inverno quente desencadeou uma onda de venda" e os preços caíram até US$ 50,00 o barril, disse Phil Flynn, analista e corretor da Alaron Trading Corp. em Chicago.

O Departamento de Energia (DOE) dos EUA estimou nesta quarta-feira que a demanda global de petróleo no quarto trimestre ficará em 1,82 milhão de barris por dia acima da oferta, levemente superior às expectativas de um mês antes, de déficit de 1,78 milhão de barris por dia. As previsões de que o petróleo se manterá acima de US$ 80,00 no restante do ano são em grande medida baseadas nas expectativas de um déficit no quarto trimestre de 2007 e no primeiro trimestre do próximo ano. A Administração de Informação de Energia do DOE projeta uma demanda para o óleo de calefação nos EUA maior do que a do ano passado, quando um inverno mais quente do que o normal conteve o consumo. Mesmo assim, alguns analistas questionam estas previsões.

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"Aguardamos revisões em baixa da demanda", disse Jim Ritterbusch presidente da consultoria Ritterbusch and Associates. "A amplamente divulgada projeção de mercado apertado no quarto trimestre pode ter sido exagerada e a combinação de desaceleração do consumo e aumento na disponibilidade dos barris da Opep podem resultar em fundamentos mais adequados a (preços de) US$ 70,00 do que US$ 80,00", afirmou. A Opep recentemente decidiu adicionar 500 mil barris à produção diária a partir de 1º de novembro, mas pesquisas mostraram que a organização já está perto de atingir este aumento.

Dólar

O dólar fraco continuou dando suporte ao petróleo porque a moeda norte-americana mais desvalorizada aumenta o poder de compra dos operadores que usam outras moedas, assim como sufoca os efeitos negativos sobre a demanda do preço do petróleo denominado em dólares em outros países. O euro estava recentemente em US$ 1 4127, de US$ 1,4098 na tarde de terça-feira.

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O contrato do petróleo leve para novembro fechou em alta de US$ 1,04, ou 1,30%, em US$ 81,30 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para novembro subiu US$ 1,11, ou 1,43% para US$ 78,60 o barril, no mercado eletrônico ICE. As informações são da agência Dow Jones.