Para atender à um novo foco de negócios, a Petrobras planeja uma ampla reforma administrativa nas atuais diretorias e gerências. O desenho da reestruturação foi apresentado na última sexta-feira, 23, aos conselheiros de administração e prevê a redução das áreas de negócio – em vez de sete diretorias, seriam apenas quatro vice-presidências para atender aos segmentos considerados prioritários.

Segundo fontes próximas ao colegiado, houve resistência às propostas apresentadas e as mudanças não foram aprovadas. A expectativa é que o projeto volte ao conselho na próxima reunião, em novembro.

Com a determinação de focar o negócio da estatal na produção em águas profundas, e não mais em toda a cadeia produtiva, a cúpula da empresa propõe que a “nova Petrobras” se concentre nas áreas de Exploração e Produção (E&P), responsável pelas áreas onde a companhia já tem atuação consolidada; Desenvolvimento, responsável pelos negócios do pré-sal e novos projetos; Finanças, dedicada à gestão econômica; e Abastecimento, que incorporaria negócios de gás e energia e outras operações em terra.

A previsão é que, a partir do aval do colegiado, o processo de adequação ao novo modelo leve até 100 dias para ser executado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.