A revisão que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) começou a divulgar nesta semana sobre os planos de desenvolvimento dos maiores campos de petróleo da Petrobras deve forçar a companhia a elevar a suas metas de produção. Segundo duas fontes ligadas à agência, é possível que a empresa tenha de elevar as projeções já em seu próximo plano de negócios, em meados do ano.

A ANP aprovou, com ressalvas, o plano de desenvolvimento apresentado pela Petrobras para o campo de Roncador, o primeiro de 11 megacampos que estão tendo as atividades revistas pelo regulador. As 11 concessões são as que mais pagam participação especial no País, responsáveis por 4/5 da produção nacional.

A agência exigiu, por exemplo, que a Petrobras invista em mais poços e plataformas, a custos de mais de R$ 1 bilhão, numa previsão conservadora. O resultado de Roncador foi publicado em ata de reunião de 7 de janeiro, mas a Petrobras informou que ainda não recebeu comunicação oficial. Nos próximos meses, a ANP divulgará a revisão dos outros dez campos e, segundo as fontes, deve manter o rigor nas avaliações, levando a Petrobras a aumentar investimento, maquinário, eficiência e produção nos campos mais antigos.

O objetivo da ANP é reverter o declínio, que chegou a 40% em campos antigos entre 2011 e 2012, enquanto a Petrobras direcionou os olhos para o pré-sal.

Estagnação

A Petrobras está com a produção estagnada desde 2010 e só prevê aumento a partir de 2014. A previsão era passar dos atuais 2 milhões de barris/dia, para 3 milhões de barris/dia em 2015 e 4,9 milhões barris/dia em 2020. A maior parte do crescimento viria do pré-sal.

A companhia informou em nota ter realizado várias reuniões técnicas, explicando estudos e respondendo a questionamentos. “A Petrobras vem desenvolvendo o campo de Roncador dentro das melhores práticas da indústria, utilizando as técnicas e estudos mais avançados, com vistas a obter o máximo de recuperação de petróleo e gás das jazidas que compõem a concessão”, disse a estatal em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo