A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras a partir de julho. O corte representa uma queda de R$ 0,81 por litro, mas não há garantia de que o desconto será repassado ao consumidor através de passagens aéreas mais baratas. A estatal informou que a redução foi motivada pela queda dos preços do combustível no mercado internacional após o acordo entre os Estados Unidos e o Irã.

continua após a publicidade

O querosene de aviação é o combustível utilizado pela maior parte dos aviões comerciais e representa um dos principais custos operacionais das companhias aéreas. Uma eventual queda nas tarifas aéreas não é automática e depende de fatores como demanda, câmbio, concorrência e custos operacionais das empresas.

Segundo corte consecutivo ainda não compensa alta acumulada

Este é o segundo corte consecutivo do querosene anunciado pela Petrobras. Em junho, o combustível já havia registrado redução de 14,2%, equivalente a R$ 0,93 por litro. Apesar das duas quedas seguidas, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em 2026. Em relação ao preço praticado em dezembro de 2025, o litro do combustível permanece R$ 1,39 mais caro.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil apontam que as passagens aéreas domésticas tiveram um preço médio de R$ 632,53 em maio, uma alta de 11,2% na comparação anual. Já a Agência Nacional do Petróleo afirma que o litro do querosene chegou a R$ 6,46 naquele mês, um avanço de 68,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Governo encerra subsídio ao diesel no mesmo dia

continua após a publicidade

A redução ocorre um dia após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro ao diesel. Também está prevista a retirada de outra subvenção ao diesel, de R$ 1,12 por litro, além do benefício de R$ 0,44 concedido à gasolina, embora essas duas medidas ainda não tenham data definida para entrar em vigor.

Os subsídios haviam sido adotados para conter os impactos da alta do petróleo provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo o ministro Dario Durigan, da Fazenda, embora ainda não exista um cenário definitivo para o conflito no Oriente Médio, já há margem para encerrar a política de subvenções. Com o encerramento do benefício ao diesel, o aumento de R$ 0,48 por litro anunciado no fim de maio deverá passar a ser aplicado integralmente nas bombas.

continua após a publicidade